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O prazo para submeter trabalhos científicos ao FIA 2020 foi prorrogado até o dia 15 de março. O evento, que nesta edição reúne o 12º Congresso Iberoamericano de Acústica e o 29º Encontro da Sociedade Brasileira de Acústica (Sobrac), tem como objetivo promover o intercâmbio de experiências entre pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de países ibero-americanos que atuam com Acústica, Vibrações e outras áreas relacionadas. O Brasil irá sediar o encontro de 2021, que ocorre de 29 de agosto a 01 de setembro, em Florianópolis (SC). A programação do evento inclui palestras de especialistas, minicursos, apresentação de pesquisas científicas e exposição técnica de produtos e equipamentos voltados ao som. “Será um imenso prazer contar com a presença da comunidade de arquitetos e urbanistas neste evento”, afirma o presidente da Sobrac, Krisdany Cavalcante.

Os autores interessados em participar das apresentações científicas devem enviar seus resumos e se inscrever na área restrita do site do evento (link abaixo). Os trabalhos submetidos podem ser categorizados em mais de 20 áreas temáticas, com dezenas de sessões técnicas. Com no máximo 300 palavras, os resumos deverão informar o título do trabalho, o nome completo dos autores, filiações que estão ligados, sessão onde se enquadra e modalidade de exposição desejada (oral ou pôster). Após o envio, cabe a comissão científica do FIA avaliar o ingresso ou não do trabalho e definir o modelo de apresentação. Serão aceitas submissões em português, inglês e espanhol.

Após a inscrição dos resumos, os autores selecionados deverão submeter o trabalho completo até 31 de maio, em formato PDF, ao FIA. Pelo menos um dos participantes deverá ter realizado o pagamento do evento para garantir que o artigo seja incluído na programação técnica e, posteriormente, nos Anais do congresso. Informações mais detalhadas sobre o formato e os templates dos trabalhos serão fornecidas em breve.

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Nascida e criada em Caranguejo Tabaiares, comunidade centenária e pesqueira localizada em meio a área nobre de Recife, Sarah Marques do Nascimento, 40 anos, acompanhou ao longo de sua vida o descaso de governos com as mais de 5 mil famílias que habitam o local. A comunidade que vive às margens do rio Capibaribe, além de falta de infraestrutura sanitária ao longo dos anos, em 2018 sofreu um enfrentamento direto da prefeitura: a gestão queria retirar parte das famílias do local para a abertura de uma via para desafogar o trânsito da cidade.

Naquele ano Sarah trabalhava em um shopping, mas a ameaça a sua comunidade despertou nela o desejo de lutar.  Como ela mesma diz, gritou muito pelo direito dos moradores, e foi esse mesmo grito que a trouxe de volta às suas origens e a levou para o trabalho de defesa da sua comunidade. Dali para frente, criou e coordenou o movimento Caranguejo Tabaiares Resiste, com o apoio dos moradores, num movimento que cresceu e se fortaleceu pelo direito de existir por meio de muita resistência.

Filha de Siraquitan e Norma, que se conheceram e se casaram na mesma comunidade, e mãe solo do casal de gêmeos Rafael e Juliana, 14 anos, Sarah conta que o seu despertar veio quando dona Maria, uma moradora que a viu nascer, foi procurada pela prefeitura para assinar um contrato para se retirar de sua casa e ocupar um espaço a 7 quilômetros dali, ou ser indenizada pela benfeitoria. “Ela disse que não ia sair, e foi ali que começamos a criar o movimento. Fomos para a rua, fizemos abaixo assinado, estivemos no Ministério Público, seguimos a prefeitura em todos os lugares. Expulsamos a prefeitura de lá com o recado que de lá só sairia quem quisesse, e não sob pressão”, conta. No Ministério Público ela recorda que a defensora não se dirigia a ela, apenas aos ‘doutores’. “Como uma representante mulher, negra e favelada, não era ouvida,  mas lembro que falei que quem conhecia a realidade local era a própria comunidade.”

A luta pelo território e pelo direito de existir e resistir foi grande, a prefeitura recuou mas acabou por decretar que a área pretendida era de utilidade pública, ou seja, teria plenos poderes para indenizar e mandar embora quem quisesse. Mas a força da comunidade e do coletivo em construção acabou por derrubar também o decreto.  “Fizemos um grande trabalho chamando a atenção para o pertencimento, mostrando aos moradores que eles pertencem àquele local e que não tinham que desistir de suas origens”, relata.  Reuniões, encontros, lives e outras ações foram realizadas pelo coletivo para conscientizar os moradores. Foi mostrado a eles a injustiça também no âmbito financeiro – enquanto o preço do metro quadrado da área era estimado em R$ 6 mil, a prefeitura colocou valor de R$ 120 o metro quadrado para fins indenizatórios da benfeitoria. “Criamos uma rede de articulação que mostrou para a sociedade que estamos aqui porque somos os donos e donas da terra e exigimos ser tratados como parte da cidade que precisa de serviços e paga caro por eles.”

Crédito: arte sobre foto de Ismael Marques

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