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Apesar de representarem 63% dos profissionais de arquitetura e urbanismo, as mulheres ainda ganham menos e têm menos acesso a cargos de mando em seu ambiente de trabalho. A necessidade de transformar esse cenário foi o foco da semana de debates promovida pelo Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Estado de São Paulo (SASP) em comemoração ao seu cinquentenário e em alusão ao Dia Internacional da Mulher. O evento intitulado “Dias de luta. Cinquenta anos combativos.” reuniu diretores e diretoras do SASP para contar a história de luta e enfrentamento das arquitetas e urbanistas, discutir o papel da mulher na arquitetura e traçar planos e mudanças para os próximos 50 anos. A celebração foi marcada por quatro lives que podem ser acessadas diretamente no canal de youtube do SASP. Durante a semana, também foi lançado o novo site do sindicato.

O primeiro debate, intitulado “História e retrospectiva: ações e conquistas ao longo de 50 anos”, realizado no dia 9, reuniu o atual presidente do SASP, Marco Antonio Teixeira da Silva, a ex-presidente da entidade e conselheira da Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas (FNA), Valeska Peres Pinto e a ex-diretora do SASP e conselheira do Instituto Lula, Clara Ant. Essa primeira rodada de discussões procurou relembrar os anos de atuação do Sindicato na luta pela legislação dos profissionais de arquitetura, pelos direitos trabalhistas nacionais ao lado de instituições como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sua frente contra a Ditadura Militar. “Nossa história sempre foi de embate e acho que essa é a função do sindicato, ser uma união de forças que representam uma luta por melhores condições de trabalho e de vida”, resume Marco Antonio. As painelistas ainda relembraram nomes importantes para a história sindical, como Alfredo Paesani, o primeiro presidente do SASP, a participação e união de outros sindicatos e as conquistas em relação ao piso profissional. A mediação ficou por conta do ex-presidente do SASP e atual diretor, Maurílio Chiaretti.

A segunda live, realizada no dia 10, que reuniu a vice-presidente do CAU/BR, Daniela Sarmento, e a vice-presidente da União Brasileira de Mulheres (UBM), Mariana Venturini, discutiu o papel da mulher e a evolução do mercado de trabalho nesses últimos anos. O objetivo foi fazer uma retrospectiva e uma projeção sobre o posicionamento das mulheres em relação à equidade salarial e o acesso aos cargos de poder. “Precisamos conscientizar as arquitetas de que espaços acadêmicos e institucionais, como conselhos e sindicatos, são armas importantes para nos reconhecermos enquanto grupo e reconhecermos as pautas que precisamos defender”, pontua Sarmento. Venturini, complementando a ideia, também destacou a importância de cotas e da representatividade feminina em cargos públicos. “Quanto mais mulheres existirem em um mesmo ambiente, maiores as chances de conseguirmos, coletivamente, instituir políticas que visam empoderar e defender outras mulheres”, finaliza.

O terceiro dia de debates foi marcado pela pauta de licitações e universo de obras. Na mesa, a consultora em Gestão de Contratos Públicos, Isis Marcondes, junto com a diretora do SASP, Marineia Lazzari, conversaram sobre uma área ainda pouco explorada pelos arquitetos e arquitetas. “Acredito que ainda se fala muito pouco sobre essa área pública, a faculdade acaba muito voltada aos projetos, mas não tanto sobre a legislação orçamentária, planilhas e um sistema mais organizacional”, comenta Marcondes. As profissionais ainda deram destaque para o sentimento de coletivismo que o trabalho em gestão pública necessita. “Esse trabalho voltado às licitações nos faz desenvolver ideias totalmente focadas na funcionalidade social das obras e no quanto aquele projeto vai atingir e beneficiar a comunidade como um todo”, completa a consultora. 

“Mulheres nas entidades de arquitetura e urbanismo” foi o tema da última live da semana de comemoração, realizada no dia 12. Sete diretoras do SASP participaram da mesa de discussão, entre elas Ângela dos Santos Silva, Giani Senefonte, Laís Granado, Luzineide Brandão Ramos, Marcia Helena Souza da Silva, Marineia Lazzari e Vivian Fujii. O objetivo foi discutir um pouco do trabalho individual de cada arquiteta e da importância das mesmas estarem atuando em diferentes entidades ligadas à arquitetura ou ao setor público. A mediação se deu por conta da, também, diretora do SASP, Jane Marta da Silva. Marco Antonio fez uma participação nos minutos finais da mesa para destacar que “o sindicato está sempre de portas abertas para receber todos os profissionais que precisem de apoio”. O presidente do SASP destacou que a luta sindical e popular está longe de acabar. “Está na hora de começarmos a bater de frente e com mais força, precisamos defender nossa categoria e termos outros 50 anos de mais dignidade”, finaliza.

Se você perdeu essa programação, ainda dá tempo de assistir no canal de youtube do sindicato. Indique o conteúdo para seus amigos e inscreva-se no canal.

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A Operação Lavo Jato custou aos brasileiros 4,4 milhões de empregos, comprometeu 3,6% do PIB, fez com que o país deixasse de arrecadar R$ 47,4 bilhões em impostos e R$ 20,3 bilhões em contribuições sobre a folha, além de ter reduzido a massa salarial do país em R$ 85,8 bilhões. Essas são algumas das conclusões que constam no estudo “Implicações Econômicas Intersetoriais da Operação Lava Jato”, que o DIEESE fez a pedido da CUT. Nele, economistas e técnicos fizeram um balanço dos estragos causados pela operação à economia brasileira e concluíram que, no total, 1.075.719 empregos foram extintos só no setor de construção civil, o mais afetado.

O levantamento traz outros dados sobre a destruição provocada pela Lava Jato na economia brasileira. De 2014, quando foi deflagrada até 2017, cerca de R$ 172,2 bilhões deixaram de ser investidos no Brasil. Desse montante, R$ 104 bilhões se referem a investimentos que deixaram de ser feito na Petrobras, que passou a ser uma empresa apenas de prospecção e petróleo, perdendo a característica de desenvolvedora de tecnologia e indutora do crescimento econômico do país e outros R$ 67,8 bilhões em investimentos que deveriam ter sido feitos em obras de infraestrutura, paralisadas pela Lava Jato.

A operação custou ao Brasil, entre 2014 e 2017, por conta disso, mais de 4,4 milhões de empregos e uma redução de 3,6% no PIB. “O Brasil deixou de gerar essa riqueza em função do não investimento e isso tem impacto no país até hoje”, diz Fausto Augusto Jr, diretor técnico do Dieese.

Ele diz ainda que ao se observar o quanto o Estado deixou de arrecadar, o total chega a R$ 47,4 bilhões de reais, valor 12 vezes maior o que a Lava Jato diz ter recuperado aos cofres públicos. Sobre esse valor ainda haveria a incidência R$ 20 bilhões, valor que deixou de ser arrecadado para a previdência, por exemplo. Os dados ainda mostrar que a massa salarial poderia ter chegado a R$ 86 bilhões, “dinheiro que poderia ter circulado na economia”, afirma o técnico do Dieese.

De acordo com o estudo, setores foram mais afetados, como o da construção civil, mas outros foram desorganizados, como o setor de engenharia. “A gente viu um conjunto importante de engenharia, de projeto, de execução, tudo ser desmontado porque esses setores não estão mais nas empresas que quebraram por causa da paralisação das obras”, explica Fausto.

Acesse o estudo aqui

Fontes: CUT/Dieese
Foto: Lamontak/Istock

 

 

 

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