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Sindicatos do Distrito Federal e Bahia expõem trabalho junto à comunidade

Agentes de defesa da habitação e moradia, os sindicatos de arquitetos e urbanistas vêm desempenhando papel essencial nas comunidades em tempos de pandemia. Dois exemplos de atuação do movimento foram apresentados na quarta-feira (24/11) durante a programação do 45º Encontro Nacional de Sindicatos de Arquitetos e Urbanistas (ENSA), em mesa que teve medicação da Secretária de Comunicação da FNA, Fernanda Lanzarin. O encontro segue até domingo em formato 100% virtual.

Representando o Sindicato dos Arquitetos no Distrito Federal (Arquitetos-DF), a arquiteta e urbanista Anie Caroline Figueira, detalhou a importante ação junto à Campanha Despejo Zero, uma das vencedoras do Prêmio FNA 2021. Citou casos de uso de violência contra catadores, mesmo com lei distrital proibindo despejos durante a pandemia. O sindicato, explicou ela, auxiliou no mapeamento e na quantificação das famílias despejadas ou em risco. A espacialização dos dados obtidos será utilizada como argumentação no processo de revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial do DF, atualmente em curso. Os arquitetos e urbanistas Abel Escovedo e Julia Lins Bittencourt também representaram o Arquitetos-DF e destacaram a importância da participação da categoria para ampliar a luta sindical. “A troca de experiências e a luta com a participação da nossa categoria e da população segue sendo o objetivo mais importante”, enfatizou Bittencourt.

Já o Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Estado da Bahia (Sinarq-BA) apresentou a ação junto à Comunidade da Rua Monsenhor Rubens Mesquita, mais conhecida como ZEIS Tororó. Situada em Salvador, a luta do movimento também foi agraciada com o Prêmio FNA 2021. A arquiteta e urbanista Paula Moreira pontuou o enfrentamento que ocorre tendo em vista a tentativa de realocação da comunidade para construção de um shopping center. Segundo a mesma, que mantém contato direto com a comunidade, a ZEIS do Tororó integra centenas de famílias que ali residem desde início dos anos 2000. “No início de sua constituição, não houve qualquer tipo de ação que questionasse, dificultasse ou mesmo impedisse a instalação desse assentamento de população na área”, argumentou. E seguiu: “O Tororó tem uma grande importância social, lutamos e já tivemos grandes conquistas pela moradia do povo da ZEIS. Para o nosso sindicato é algo muito significativo”, destacou.

Durante a mesa, a secretária de Comunicação da FNA, Fernanda Lanzarin, e a jornalista Carolina Jardine ainda apresentam os resultados do projeto de Apoio Sindical implementado ao longo dos anos de 2020 e 2021 e os avanços obtidos pela Comunicação da FNA.

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